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O CINCORK

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22 Dec, 2020

Diretor Desportivo da EFAPEL conclui 12º ano no Cincork

Ruben EFAPEL

 

Rúben Pereira é o atual Diretor Desportivo Principal da equipa profissional de ciclismo EFAPEL, tem 27 anos e concluiu, recentemente, o processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências de nível secundário, através do Centro Qualifica do Cincork e que lhe conferiu equivalência ao 12º ano de escolaridade.


É o Diretor Desportivo de Nível 3 mais jovem do mundo, graças à realização do processo de RVCC, e no dia em que recebeu o diploma das mãos do novo Diretor do Cincork, Délio Carquejo, Rúben Pereira anuiu em nos deixar um testemunho sobre a sua experiência neste processo.


- Rúben, o nosso agradecimento por participar nesta entrevista e parabéns por ter concluído este processo de RVCC. O que o motivou a desenvolver um processo de RVCC para a obtenção do 12º ano de escolaridade?

Eu abandonei os estudos muito cedo por decisão pessoal. Optei por ter uma carreira de Diretor Desportivo e fui fazendo formações diferentes nesse sentido. Quando decidi tirar o curso de Nível 3 fui confrontado com a necessidade de ter o 12º ano. Nesse momento pensei que seria uma tarefa muito difícil pois não me imaginava a voltar novamente à escola e não tinha muita disponibilidade em termos de tempo.

No entanto, senti que para dar continuidade ao meu objetivo de vida de seguir a carreira de Diretor Desportivo, teria de encontrar uma solução. Fui falando com alguns colegas e amigos e numa dessas conversas alguém me sugeriu o Cincork. Estabeleci contacto com o Cincork e no próprio dia vim a uma entrevista através do Centro Qualifica. Fiquei bastante agradado com o projeto de RVCC que me apresentaram, deixando-me num só dia num misto de emoções: se pela manhã pensava que seria impossível dar continuidade ao meu sonho de carreira porque não tinha o 12º ano, de tarde o sonho voltava, pois, se calhar, tinha encontrado uma forma de concluir o 12º ano.

 

 

- Rúben conhecia esta modalidade de certificação escolar, através de um processo de RVCC?

Sim conhecia. No entanto, não acho que seja uma modalidade inferior a outras alternativas à conclusão do 12º ano. Antes pelo contrário. É um processo exigente que obriga a uma dedicação intensa e que permite a qualquer pessoa demonstrar as suas competências e aquilo que aprendeu ao longo da vida.

 

 

- Independentemente de ter concluído o processo através do Centro Qualifica do Cincork, houve inicialmente algum momento de objeção ou dúvida pelo facto de vir fazer um processo destes a um Centro que está conotado como o Centro de Formação da fileira da cortiça?

Não, em momento algum. Lembro-me perfeitamente do dia em que recebi a notícia do IPDJ que não poderia ser inscrito no curso pois não tinha o 12º ano (noutros países é permitido) e ao contactar com o Cincork deram-me as informações de funcionamento do processo, a duração e, principalmente, a possibilidade de poder frequentar num horário depois do trabalho o que me facilitou e entusiasmou. Portanto, o Centro Qualifica do Cincork permitiu responder à minha necessidade e isso é que era mais importante.

Esta modalidade de formação e mesmo pela mudança da lei, poderá cativar muito mais pessoas, pois antigamente não se tinha acesso à universidade e através deste processo o acesso é permitido. Eu e se calhar muitas pessoas, tinha e têm uma ideia errada sobre este tipo de formações, pois julgam que é uma coisa muito complicada e que só está ao alcance de alguns.

Mesmo dentro do nosso grupo e apesar de existirem pessoas das mais variadas idades, cada um com o seu objetivo, com o seu trabalho, com diferentes experiências de vida e saberes, conseguiram concluir o processo com sucesso, o que me deixou, também, muito satisfeito.

 

 

- Foi difícil ter de fazer uma retrospetiva de vida para este processo?

Quando me questionaram, durante a sessão de júri, o que mais gostei neste processo, foi, sem qualquer dúvida, o reviver momentos que jamais pensaria um dia passá-los para o papel. Isso para mim foi muito importante porque tive de falar sobre a minha verdadeira história de vida, desde a infância até agora. Se houve tarefa que me deu gozo fazer foi essa, tendo acontecido estar até de madrugada a escrever, pelo prazer de reviver estas coisas. O meu projeto tem cerca de 100 páginas, o que até nem era necessário ter tantas, mas o entusiasmo a escrever sobre a nossa vida e as nossas experiências transcende-nos ao ponto de relembrar situações que já há muito tinham sido vividas e outras que já nem me recordava que tivessem acontecido.

 

 

- Rúben, um processo destes é muito importante pois permite à pessoa uma vivência de encaixar tudo aquilo que é um seu perfil de vida que depois se reflete num espaço educativo, mas é muito importante esta sinergia que existe entre o formando e o próprio formador no acompanhamento do processo. Foi fundamental ou um dos fatores decisivos este acompanhamento muito próximo durante o processo?

Sim, sem dúvida. E na verdade, a Técnica de Orientação a Drª Ana Rocha foi fundamental e decisiva para mim no acompanhamento que proporcionou. Mesmo em tempo de confinamento em que não podíamos vir às sessões presenciais, o processo decorreu através de troca de emails para tirar dúvidas e outras questões e, acredito, que responder a um grupo de 20 pessoas não terá sido nada fácil. Por isso toda a equipa de formadores, orientadores e coordenador que acompanharam o processo estiveram a um nível elevado pelo empenho no esclarecimento (quer presencial quer à distância), sempre muito disponíveis e acessíveis. Julgo que este processo se não tivesse esta dedicação por parte destas pessoas, seria extremamente difícil de concluir, mesmo à distância, como foi concluído, para mais em tempos de pandemia.

 

 

- Tinha noção que durante a sua vida pessoal, profissional e social aprendeu coisas que agora poderiam contar como decisivas para concluir o 12º ano? De que as aprendizagens de vida (formais ou informais) seriam fundamentais para este processo? Que, no fundo, apenas necessitaria de uma instituição e de um processo que lhe formalizasse a certificação escolar?

Quando entrei no processo tinha a ideia que precisava de um papel que me certificasse com o 12º ano pois será isso que me permitirá valer na questão da minha carreira. Mas no decorrer do processo assumi que não iria estar a fazer por fazer, mas sim fazer bem. Foi um dos aspetos que me motivou a querer validar todos os pontos e a cumprir tudo aquilo que me era pedido. E conforme ia desenvolvendo o processo ia estando mais interessado e mais motivado. Fiquei a conhecer um pouco mais de mim, das minhas capacidades. Inclusive já não me lembrava o que era escrever usando papel e caneta, pois muito do meu trabalho é feito no computador. Mudei a minha forma de pensar pois isto não se resume a ter um certificado na mão e ter concluído o 12º ano. Esta foi uma experiência para a vida pois vimos reconhecidas e validadas as nossas capacidades.

 

 

- Há algum momento que gostasse de destacar durante o processo de RVCC?

Todos os momentos foram incríveis. Aprendi muito com os meus colegas e com os formadores. Todos nós tínhamos histórias e realidades diferentes. Uns estavam a frequentar o processo por motivos de evolução profissional, outros porque estavam desempregados, outros por uma questão de currículo. Todos nós tínhamos uma causa. Criamos muitas amizades, bons laços e sempre fomos bastante unidos enquanto grupo. Julgo que esta ligação e interação entre o grupo e mesmo com os formadores marcaram decididamente a minha passagem por este processo.

 

 

- Na sua opinião, o que indicaria como algo que o Cincork e o seu Centro Qualifica poderiam melhorar em futuros processos?

Sinceramente é difícil encontrar algo que ache que possa ser melhorado. Das experiências formativas que tive (e algumas frequentei fora de Portugal) considero que esta esteve muito bem, nomeadamente no acompanhamento dos formadores. Em termos de equipamentos, salas, informação passada aos formandos foi sempre muito clara e mesmo em tempo de pandemia, embora se atrasasse ligeiramente o processo, correu sempre bem. Ou seja, em termos concretos não consigo encontrar nada que possa dizer que teria sido melhor se fosse feito de outra forma e estaria a ser injusto com toda equipa e com a instituição.

 

 

- Recomendava o Cincork a outras pessoas para o desenvolvimento quer de formação quer de processos RVCC?

Sem dúvida. Durante a minha vida houve duas escolas que me marcaram. Uma foi um colégio privado em S. João da Madeira que me marcou bastante e onde conclui o 9º ano, vindo a desistir de estudar. A outra foi sem dúvida o Cincork pois permitiu-me recuperar de um erro que que tinha cometido e atingir o meu objetivo.

  


- Que mensagem gostaria de deixar a todos aqueles que frequentam ou pretendam frequentar formação ou processos de RVCC no Cincork?

Vale a pena frequentar estes processos por vários motivos: pelo fácil acesso à frequência do processo, nomeadamente pelos horários que se ajustam às necessidades de cada um, também porque embora sendo um processo exigente, há uma adaptação e um acompanhamento personalizado em função das capacidades e das necessidades de cada um. São fatores que contribuíram para o meu sucesso e certamente para o sucesso de todos aqueles que frequentam ou pretendam frequentar o Cincork.


Se me perguntasse à 6 ou 7 meses atrás se seria capaz de concorrer ao Ensino Superior, eu diria que era impossível. Hoje e após esta experiência, o Ensino Superior é algo que pode estar num horizonte futuro. Não descarto, de todo, essa possibilidade.


Este não foi um 12º ano tirado a contar e a escrever uma história de vida. Foi um 12º ano tirado a validar todas as aprendizagens adquiridas ao longo da vida pessoal, profissional e social.
Este é um processo que permite a qualquer um a conclusão da escolaridade, mesmo que no passado por opção, por necessidade ou por outra coisa qualquer tenha desistido de estudar e como tal tenha deixado incompleto o processo escolar. É um processo que está disponível para todas as idades.

 


Muito obrigado Rúben e que a sua carreira de Diretor Desportivo seja repleta de sucessos.

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